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sábado, 5 de outubro de 2013

Marina Silva acerta filiação ao PSB.

O quadro sucessório de 2014 sofre uma reviravolta nas últimas horas, com a decisão da ex-senadora Marina Silva de se filiar ao PSB do governador Eduardo Campos. Segundo interlocutores de Marina, ela aceitou ser candidata a vice. Com a rejeição do registro do Rede Sustentabilidade, para não ficar de fora da disputa presidencial, Marina fechou sua filiação ao PSB e propôs ao PPS de Roberto Freire a formação de uma frente que incluiria seu partido, quando ele vier a ser oficialmente criado, mas Freire rechaçou a proposta.

As negociações com Campos e Freire começaram na noite de sexta-feira. Com a intenção de barrar a reeleição da presidente Dilma Rousseff no primeiro turno, levando a disputa para o segundo, a intenção era formar uma “Coligação Democrática” com PPS, PSB e Rede, o que também não exclui uma dobradinha com o PSDB de Aécio Neves, para apoio mútuo para quem for ao segundo turno.
Tudo estava certo para Marina se filiar ao PSB, já sabendo que Campos é candidato. O anúncio formal estava marcado para este sábado, às 15h30m, mas só começou às 16h. Hoje é o último dia de prazo para os políticos que pretendem participar das eleições de 2014 fazerem sua filiação ou trocarem de partido.
Marina se reuniu primeiro com o PPS pela manhã. Ao final do encontro, a cúpula do PPS começou a preparar uma nota na qual deve descartar uma aliança com Marina Silva e o PSB. O PPS havia proposto a filiação de Marina ao partido.O presidente do PPS, Roberto Freire, chamou a Brasília a cúpula do partido, na expectativa de uma eventual filiação de Marina. Freire ficou irritado com a decisão de Marina de ir para o PSB.
O jornalista Merval Pereira divulgou, em seu blog, que governador de Pernambuco Eduardo Campos fecharia um acordo político com grande impacto na corrida presidencial. O PSB assinará um protocolo de intenções com a Rede Sustentabilidade para a formação do que chamam de coligação democrática. O PSB reconhecerá a existência política da Rede e dará legenda a Marina e a todos os membros da Executiva Nacional do futuro partido.
No momento, Marina Silva está em segundo em todas as pesquisas de opinião, com índices que variam de 25% a 16% e o governador de Pernambuco está em quarto lugar com cerca de 5% dos votos.
Sempre próximo do presidente do PSB, Eduardo Campos, o PPS também se colocou à disposição do ex-ministro José Serra. A estratégia é colocar na disputa um nome competitivo para levar a eleição, que tem a presidente Dilma Rousseff como favorita, para o segundo turno.
Os socialistas não descartam uma parceria entre a senadora e o pré-candidato Eduardo Campos, numa chapa a presidente. A possibilidade de Marina não sair candidata a presidente, mas compor com outras forças políticas, saindo como vice, por exemplo, não é descartada por aliados do presidenciável socialista.
O secretário-geral do partido, Carlos Siqueira, diz que Campos e Marina tem uma relação muito próxima e que ele, inclusive, assinou a ficha de apoio para a criação do Rede. Disse também que há uma identidade muito grande entre o eleitorado de Marina e a militância do PSB.
- Essa possibilidade (de Marina ser vice de Campos) seria maravilhosa, né? Como Deus é socialista, pode até acontecer esse milagre - brincou o secretário geral do PSB.
As conversas de Marina com Eduardo Campos começaram no inicio do ano. Em fevereiro, num encontro em Recife, ele assinou a ficha para a criação do Rede e uma carta de apoio. Já naquela época se sinalizava para um acordo futuro de alianças de apoio mútuo.
Adversários na corrida pelo Planalto em 2014, os presidenciáveis Aécio Neves , Marina Silva e Eduardo Campos estão agora, curiosamente, com os destinos entrelaçados. Sabem que só têm chance de vencer a presidente Dilma Rousseff, e o PT, se conseguirem levar a disputa para o segundo turno. Para que isso aconteça, Campos precisa garantir coligação com pelo menos um partido para ter tempo de TV. Os três pré-candidatos vêm conversando e traçando estratégias conjuntas, de ajuda mútua, para concretizar as candidaturas.
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