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sexta-feira, 25 de outubro de 2013

PA: Governo libera recursos do PAC para obras de saneamento

Cerca de 1,2 mil municípios de todo o País foram selecionados e receberão R$ 13,5 bilhões do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) para investir em pavimentação e saneamento básico. Desse total, 30 municípios do Pará serão contemplados com recursos para obras de pavimentação e 10 para execução de obras de saneamento. O anúncio foi feito ontem pela presidenta Dilma Rousseff em cerimônia que contou com a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, e com o ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro. Também participaram os prefeitos dos municípios selecionados, dentre eles, o de Belém, Zenaldo Coutinho.

De acordo com o governo, os projetos prevêem a pavimentação de 7,5 mil quilômetros de vias e recapeamento e implantação de ciclovias, além de 15 mil quilômetros de calçadas, sinalização, acessibilidade e faixas de pedestres. No geral, serão R$ 3 bilhões aplicados nessas obras, que incluem, por exemplo, a pavimentação e qualificação de vias em Belém dos bairros de Castanheira, Marambaia, Mangueirão, Benguí, Cabanagem, Una Parque Verde, Tenoné e Águas Negras, Parque Guajará, Tapanã, Pratinha, São Clemente, Maracangalha e dos distritos de Icoaraci, Outeiro e Mosqueiro.

Também serão aplicados recursos de R$ 10,5 bilhões para 310 projetos de saneamento no País. Dentre esses projetos, a capital paraense aparece com os projetos de ampliação do sistema de abastecimento de água de Cotijuba e implantação do sistema de abastecimento de água do Bairro Fidélis.

Durante cerimônia no Palácio do Planalto, a presidente Dilma disse que o País está "muito aquém" no que diz respeito a saneamento. Segundo Dilma, o tratamento do esgoto e o acesso à água são essenciais, e seu governo já investiu R$ 39 bilhões na área. "Esgoto não é magnífico na sua aparência. Esgoto tem que ser bem tratado, coletado e tem que se traduzir em projetos técnicos de alta qualidade."

"Temos de garantir qualidade de vida para a população e isso significa serviços públicos e infraestrutura", completou a presidente, que também lembrou que, em 2005, o valor disponível para investimento na área, em todo o Brasil, era limitado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) em R$ 500 milhões.

A presidente reforçou ainda que as ações seguem uma linha prioritária para seu governo, em busca de melhoria da qualidade de vida da população. "O Brasil precisa, simultaneamente, atacar várias áreas, mas tendo um foco. São várias áreas, do saneamento até o petróleo. Vai de médico até pavimentação. Mas o foco é que temos que garantir qualidade de vida, e isso significa serviços públicos e infraestrutura para a nossa população", ressaltou Dilma. Para ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, "estas obras não caberão no cartão postal; estarão, sim, pulverizadas por todo o País".

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