Casal é acusado de matar babá e queimar corpo no quintal


Um casal francês que vive em Londres é acusado de ter matado a babá, também francesa, que trabalhava em sua casa, e queimado o corpo dela no quintal após mantê-la sob cativeiro por acusá-la de crimes que não cometeu, afirmou o promotor Richard Horwell no Old Bailey, Tribunal Penal Central de Londres, na última segunda-feira (19). O julgamento deverá durar ainda por cinco semanas.
Em uma audiência anterior, Sabrina Kouider, de 35 anos, e Ouissem Medouni, de 40 anos, negaram as acusações. O casal vive em Wimbledon, em Londres, com os dois filhos de Sabrina. O promotor disse que durante o período que Sophie Lionnet, de 21 anos, trabalhou para a família, ela não recebia um salário, nem recebia o suficiente para se alimentar, e ainda era agredida.
Embora tenham negado matar a babá, Sabrina e Ouissem admidiram a tentativa de queimar o corpo e que planejaram explicar seu desaparecimento, dizendo que ela deixou o emprego após comportamentos suspeitos. Diriam ainda que, até onde saberiam, Sophie havia voltado para a França.
No entanto, de acordo com Horwell, o "plano perverso" do casal foi frustrado por um vizinho que ficou preocupado quando viu as chamas. Os bombeiros foram acionados e encontraram os restos mortais da mulher em meio as cinzas.
A suspeita fez uma série de acusações contra a vítima, incluindo que ela estaria conspirando com o pai de um de seus filhos para permitir que ele abusasse sexualmente da família.
— Sophie teve um grande desejo de agradar, mesmo na adversidade, e se ela não tinha forças para sair dessa casa horrenda, como ela claramente não tinha, ela deve ter achado essa situação cada vez mais tóxica totalmente fora de sua capacidade e habilidade para gerenciar — disse Horwell.
Segundo o promotor, nenhuma das acusações contra a jovem babá são verdadeiras. Ele disse, porém, que Sophie foi tão maltratada e estava tão fraca que às vezes fazia confissões.
Horwell afirmou ainda que Sabrina era "vingativa, dominadora e controladora", enquanto Sophie era "tímida, conformada e principalmente vulnerável a manipulações e ameaças".
(Com informações do portal Extra)

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